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09/06/2005 11:56
Seu cheiro. Um
telhado de casas mal vestidas.
O cabelo arrepiado sob os ombros.
A tortura inválida de te ver sorrir
sangra toda a minha devoção,
devora-me feito cão!
Castra meu doce-libido suor,
entre suas lágrimas ofegantes.
Lacra sua, minha, veemente,
até o suicídio besta.
Flor ferida em pólem
e um grito surdo de beija-flor,
assim te descrevo,
efeito em linhas e frases indecisas,
sangrando a carne na saliva.
Rendo-me . . . com meus próprios meios
ao seu jeito nu de me dizer adeus.
enviada por Sandro
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